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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Reinventando a Educação e por conseqüência a Ed. Física




Essa semana foi discutida a importância de re-significar a educação física, ao lermos um artigo do efdesportes.com Cultura corporal e Educação Física: elementos para uma re-significação da prática docente e assistir um vídeo do café filosófico com a filosofa Viviane Mosé, pudemos perceber que a sociedade onde o individuo está inserido molda a sua educação. Todo Homem tem cultura independente de ser alfabetizado ou não, pois a cultura é justamente o modo de vida de uma determinada sociedade, ou seja nós temos a cultura do nosso continente, do nosso país, do nosso estado, da nossa cidade, do nosso bairro e da nossa família. Essa sociedade sofreu mudanças culturais, e isso é muito notável quando conversamos com uma pessoa mais velha, pois sempre escutamos a frase: no meu tempo as coisas não eram assim. Os tempos mudaram, muitas coisas hoje são mais liberais do que antes, temos tecnologia em tudo, podemos nos conectar com o mundo inteiro através da internet, podemos dizer talvez que o mundo evoluiu, não sabemos ao certo se foi uma evolução benéfica, mas o que aconteceu com a Educação? Será que também evolui? Podemos perceber que a educação continua arcaica, professores são “ensinados” dentro das universidades a não pensar, apenas reproduzir o que aprendem, quando vão para dentro da sala de aula “ensinam” o mesmo aos seus alunos. Pensar, é o que nós temos aprendido a cada dia na faculdade, os nossos professores nos provocam o tempo todo fazendo que saíamos da zona de conforto, fazendo pesquisas, relacionado o que lemos e discutimos com o nosso cotidiano e até a enxergar Ed. Física onde talvez não seria possível, exemplo a prova que foi baseada nas obras de Oiticica. Eu achava que essa mudança só tinha que acontecer na Ed. Física, pois é a “disciplina” que estou estudando, mas ao ler o artigo de Bracht A constituição das teorias pedagógicas da educação física (1999) percebi que essa mudança tem que acontecer em toda a educação, quando ele fala “Trata-se do entendimento de que a educação corporal ou o movimento corporal é atribuição exclusiva da Ed. Física. Sem dúvida à Ed. Física é atribuída uma tarefa que envolve as atividades de movimento que só pode ser corporal, uma vez que humano. No entanto, a educação do comportamento corporal, porque humano, acontece também em outras instâncias e em outras disciplinas escolares”. Podemos ver nesse trecho do artigo que quando o professor entende o seu corpo e o do seu aluno como uma totalidade independente de qual for a matéria que ele leciona a educação do corpo está sendo realizada, na palestra de Viviane Mosé esse assunto fica mais claro, quando ela dá o exemplo de uma aula de ciência que é ministrada no interior de SP, onde o professor tem a natureza ao seu favor para explicar alguma planta, porém ele prefere desenhar a planta na lousa do que levar os seus alunos no meio da natureza para ter contato com a planta, trazendo para Ed. Física isso acontece quando os professores se acomodam em “ensinar” futebol, os alunos principalmente os meninos já entram na escola sabendo jogar futebol, pois desde pequenos jogam com familiares ou na rua com os vizinhos. Essa semana tivemos contato com atletismo, trabalhamos arremesso e salto em altura e distância, é bem provável que os nossos professores de Ed. Física também tenham aprendido, mas não nos foi ensinado, pois para isso o professor teria que ter tido o trabalho de pensar em como planejar a aula, para que quebrar a cabeça pensando? O brasileiro já “nasce” sabendo jogar futebol e tendo uma noção básica de voleibol. Tudo se aprende, e os professores precisam ter essa consciência de que aluno tem o direito de aprender modalidades novas, para que possa se desenvolver por completo tendo a noção do seu corpo em totalidade. O momento histórico das disciplinas é o momento em que nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente o aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente. Forma se então uma política das coerções que são um trabalho sobre o corpo, uma manipulação calculada de seus elementos, de seus gestos, de seus comportamentos.O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha, o desarticula e o recompõe. Uma “anatomia política”, que é também igualmente uma “mecânica do poder”, está nascendo; ela define como se pode ter domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se quer, mas para que operem como se quer, com as técnicas, segundo a rapidez e a eficácia que se determina. A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos “dóceis”. (Foucault, Michel.Vigiar e Punir, 1987). Viviane Mosé fala na palestra que a escola é como uma fabrica, com todas as característica, ao analisarmos essa trecho de Foucault, entendemos essa semelhança, pois que patrão gosta de ser questionado pelo empregado? E o mesmo acontece na escola o aluno que questiona é visto como problema, pois tira o professor da zona de conforto. Viviane Mosé também convida as escolas a levarem cultura, (nesse caso a cultura é sinônimo de arte) para os aluno e levar os alunos até a cultura. Esse final de semana aconteceu a virada cultural, é claro que eu fui, pois adivinha que ia se apresentar? O Simoninha junto com o seu irmão Max de Castro, porém não assisti só o Show deles, assisti ao show do Nelson Sargento e também do Jair Rodrigues, fiquei impressionada com a quantidade de jovens que conheciam as músicas do dois cantores, porém também fiquei me perguntando se a maioria desses jovens sabiam o motivo de estar ali, pois era muito grande a de ingestão de álcool e substâncias químicas, será que hoje ao chegar em seus trabalhos, faculdades e escolas o assunto foi o tanto que bebeu e que ficou doidão, ou foi a experiência de ter visto coisas diferentes ou a de ter visto o seu artista preferido de graça. Fiquei me perguntando se o fato de jovens se embriagarem cada vez mais cedo tem haver com o fato de não saberem pensar, pois em qualquer evento o excesso de álcool e substâncias químicas está presente, não quero aqui fazer um discurso moralista, mas será que não está na hora de nós jovens paramos para pensar se realmente precisamos disso para nos divertir em qualquer situação? Como disse antes tudo pode ser aprendido, se não fomos ensinados no passado a pensar, podemos aprender agora.
Por falar em pensar, como disse estou aprendendo a fazer isso na faculdade, com tantos trabalhos, precisamos toda semana praticar a criatividade, eu tive que fazer uma paródia para uma aula do core de artes, uma vez por semana temos uma aula diferente, no caso eu faço no 1º horário o core de cultura e no 2º horário o core de artes, foi um desafio pois tive que colocar minha criatividade realmente em pratica, vou postar a paródia aqui.

Primavera
Letra original:

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor...
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)

Paródia:

Quando o inverno chegar
Eu vou querer só curtir
Você pode até duvidar
Mas não vou ficar de DP

Porque sou CDF
Repito, sou CDF
Repito, Professor

Eu quero prova, para estudar
Eu quero prova, pode avaliar
Eu quero prova, para estudar
Professor

Você quer curtir comigo, estuda
Você quer curtir comigo, estuda

domingo, 9 de maio de 2010

Outra situação

Outra situação em que podemos encontrar a luta, o jogo e corpo é em uma batalha de mc's, eu nem havia pensado nessa possibilidade, foi um integrante do nosso grupo que fez essa relação e quando que parei para analisar vi que realmente ele tinha razão. Quando vemos uma batalha de mc's podemos ver claramente as características do jogo, da luta e do corpo em sua todalidade é como ver o tango ou qualquer outra luta, pois afinal como o próprio nome diz é uma batalha.
Segue abaixo uma demontração do que estou falando.

Guerra, jogo e corpo

Ao lermos o capítulo guerra e jogo do Huizinga, encontramos as características do jogo na guerra, eu achava que isso não era possível, mas está tudo lá o prazer, a seriedade, o tempo e espaço definido, as regras, o ritual até o estraga prazer podemos encontrar na guerra. Foi solicitado para cada grupo um trabalho em que pudéssemos ver na mesma situação ou modalidade a luta, o jogo e o corpo. Aprendemos com os outros grupos que podemos encontrar os três elementos na vida de um dependente químico que quer se livrar das drogas, dos índios que querem preservar a sua cultura e na capoeira, o meu grupo optou por falar do tango.
Ao analisarmos um casal dançando tango podemos ver características tanto do jogo como da luta. Existe o tempo e espaço definido, o prazer, o divertimento, durante a improvisação podemos ver a criatividade, também existe regras, pois a mulher precisa aceitar a condução do homem para que a dança flua, porém durante a improvisação o homem não pode ter mais destaque do que a mulher. Apesar de muitas vezes a coreografia aparentar uma competição ou disputa o casal precisa colaborar intimamente um com o outro, pois sem essa colaboração não é possível dançar tango.
Segundo Huizinga (2007),
Jogo “é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana”
No tango podemos ver um duelo entre o casal durante o jogo da sedução, esse duelo é travado pelo olhar. “ Antes do início da batalha os mais bravos guerreiros desafiam seus equivalentes do campo adversário. A batalha é um teste do destino. (HUIZINGA, Johan. Homo ludens)

Em qualquer estilo de dança a o corpo fica em evidência, porém no tango podemos ver claramente a sua totalidade, por se tratar de uma coreografia complexa que exige que os bailarinos, “abrazados”, realizem figuras, pausas e movimentos, “cortes y quebradas”, dentro de uma coreografia em permanente improvisação, que tem que incluir ambos. Em cada movimento podemos perceber que os dançarinos são absorvidos pelo jogo e, isso fica claro na expressão corporal e facial.
Se tentarmos dar mais explicações sobre o corpo entraremos no pensamento de Descartes ou seja o dualismo “ Ao tentar explicar todas as suas dimensões, o homem se retalha em duas, três ou quatro partes e depois se torna incapaz de perceber a totalidade em que elas se realizam” ( Medina, João Paulo S. EDUCAÇÃO FÍSICA CUIDA DO CORPO... E “MENTE”). Em qualquer prática corporal precisamos ver o corpo como uma rede onde tudo se completa e não como uma construção que precisa de bloco por bloco para ficar de pé. Como podemos assistir a uma apresentação de tango e ver apenas o corpo, seria possível a matéria realizar todos os movimentos sem a mente e sem a alma? A resposta é não, pois um precisa do outro para realizar os movimentos e deixar a coreografia excitante. “Uma onda no mar, antes de ser onda é água, a verdadeira essência da onda é ser água. Os opostos das dualidades pertencem à dimensão onda. Na dimensão água é possível que inclusive o que parece excludente faz parte de algo maior” ( Julia Paula Motta de Souza Pinto-A transformação da visão de Corpo na Sociedade Ocidental) Se ao analisarmos uma pratica corporal só vemos a matéria, isso significa que estamos vendo apenas a onda e deixando de lado tudo o que complementa essa onda.

Qaundo tudo se completa

Já havia algum tempo que não assistia ao programa Sem Censura com a Apresentadora Leda Nagle, no dia 06/05/10 quando entrei no twitter ela tinha colocado os nomes dos entrevistados daquele dia e, para minha alegria eu vi os nomes do Wilson Simoninha e do Max de Castro, fiz tudo o que tinha que fazer na internet, arrumei as coisas da facul e sentei na frente da TV pronta para sair, pois nesse dia eu tinha que chegar mais cedo na facul. O programa começou os meus queridos estavam lá, porém a entrevista começou por outra dupla para minha tristeza, Gabriel Chalita educador (ex-secretário da educação de São Paulo) e Padre Fábio de Melo, como já estava assistindo continuei e aos poucos comecei a me interessar pelo assunto, eles estavam falando do livro Cartas entre amigos Sobre ganhar e perder que foi escrito por eles. O que me fez prestar atenção na entrevista foi assunto sobre educação que eles entraram, casou com que havíamos discutido sobre o corpo na segunda-feira, com a apresentação de terça sobre luta,jogo e corpo, com os jogos cooperativos que íamos falar naquele dia mesmo e com assunto que ainda íamos discutir na sexta-feira. Eu preferi discriminar o que foi discutido em cada dia para que você possa entender a minha linha de raciocínio. Além de combinar com as discussões em sala de aula também combinou com a leitura que fiz do livro Educação Física e o Conceito de Cultura (Jocimar Daolio) e do Artigo A constituição das teorias pedagógicas da Ed. Física (Valter Bracht).
Na discussão sobre o corpo entendemos que cada pessoa é única e que quando estivermos nas escolas, clubes ou academias vamos trabalhar com indivíduos diferentes, semelhantes fisicamente, porém cada um com suas particularidades. Na apresentação sobre luta, jogo e corpo o meu grupo usou o tango para exemplificar os três, porém durante a explanção do trabalho entramos na questão da cooperação, não no tango em si, mas da modalidade dança, como eu já havia escrito no poste sobre o judô com esse trabalho ficou mais claro que a dança assim como o judô pode ser um grande auxiliar pedagógico para trabalhar principalmente em escolas públicas,os jogos cooperativos já foi postado aqui, mas resumidamente aprendemos com esses jogos o saber jogar com o outro e não contra o outro e na sexta-feira falamos sobre o filme vem dançar da importância da figura daquele professor, que mesmo trabalhando com a elite leva todo o seu conhecimento e paixão pela dança para alunos da periferia que além de serem excluídos pela sociedade por serem da periferia ainda são os alunos problemáticos da escola que precisam de punição, no decorrer do filme podemos ver que a personagem do Profº vivido pelo Antônio Bandeiras naquele contexto trabalha com aluno gordo,magro, baixo, alto negro e latino, porém ele não faz distinção entre eles. Na entrevista que assisti tanto o Padre como ex Secretário da Educação falam sobre a educação que temos em casa e na escola e, do papel do profº nessa educação, professores achando que estão fazendo o bem para os alunos exaltam os que tem nota boa e acabam humilhando os que não tem um bom desempenho, isso pode marca a vida daquele aluno tanto para o bem como para o mal , esse tipo de tratamento pode acontecer em qualquer disciplina, já imaginou então o que pode acontecer durante as aulas de Ed. Física? Como futuros educadores temos que ter consciência de que lidamos com seres humanos e que temos que respeitar as particularidades dessas pessoas para que possamos fazer um bom tralho, ajudar esse ser humano a ter conhecimento e ter prazer em buscar o conhecimento, pois como disse o padre em uma parte da entrevista “"A fortuna mais elaborada do poder é o conhecimento." Tudo que estou falando aqui encontramos em livros como o do Medina Educação física cuida do corpo ...e “mente”, João Batista Freire Ed. de corpo inteiro, no livro que já foi citado do Jocimar Daólio, nos artigos de Valter Bracht entre outros, precisamos perder aquele pensamento de que profº de Ed. Física só serve para “ensinar” futebol e trabalhar com pessoas que tem um certo desempenho físico. Não quero dizer aqui que sou fã do Padre Fabio de Melo e nem do Gabriel Chalita tabém não está em questão a sua atuação como secretário da educação, apenas optei por compartilhar o que achei de interessante na entrevista, pois no final das contas acabei saindo para faculdade sem ver a entrevista dos meus queridos Simoninha e Max, mas nada é perdido e no fim da semana pude perceber que tudo se completou.
Abaixo um trecho da entrevista:

domingo, 2 de maio de 2010

NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS




Qual é fim que todos nós esperamos?
A resposta seria a morte?
Nesse filme podemos ver a evolução do ser humano, da tecnologia, os feitos de grandes nomes e de pessoas não conhecidas. O filme nos mostra que o fim de todos é o mesmo, não importa se você é famoso ou não, se realiza grandes feitos ou não, a morte é algo inevitável, mais cedo ou mais tarde ela chega.
Podemos fazer algumas relações do filme com temas que foram trabalhados em sala de aula, a quebra de paradigma da mulher em relação ao corpo, que o lúdico está presente na guerra e como o esporte serve para desviar a atenção da população de um assunto muito sério.
Esse filme nos leva a refletir em como temos vivido e que tipo de legado queremos deixar quando esse fim chegar o mundo muda o tempo todo e nós também mudamos, muitas vezes pensamos que por não ser uma pessoa famosa o que fazemos não tem tanta importância e nos esquecemos que podemos marcar vidas com a nossa maneira de viver.

Visão de corpo



Corpo seria apenas a matéria? A matéria precisa da mente e da alma para ser corpo? Qual a sua visão de corpo?
Ao analisar o artigo A transformação da Visão de corpo na Sociedade Ocidental pode-se verificar a existência de duas visões sobre o corpo humano. No Ocidente temos a visão cartesiana criada por Descartes, como se o corpo humano fosse a construção de uma casa para que ver a obra completa precisa colocar bloco por bloco. Na visão oriental o corpo seria uma rede onde tudo se completa e nada se separa que é a visão da nova ciência.

Vamos analisar as letras das seguintes músicas:
A Nova Loira do Tchan
Luz na passarela que lá vem ela
Luz na passarela que lá vem ela
A nova loira do Tchan é linda
Deixa ela entrar
É linda, deixa ela entrar
É linda
Tem sessenta de cintura
Que gostosura
105 de bundinha
Que bonitinha
1,70 de altura
Ninguém segura
Mas que loirinha danadinha
Abra a roda e deixa ela entrar
Quero ver a loirinha quebrar
Oi, abre a roda e deixa ela entrar
Quero ver a galera pirar
Ela é um aereoró pleaplan neonó
Um avião
Ela é um aereoró pleaplan neonó
Um avião
Ela é um aereoró pleaplan neonó

Você é Linda ( Caetano Veloso)
FONTE DE MEL
NOS OLHOS DE GUEIXA
KABUKI, MÁSCARA

CHOQUE ENTRE O AZUL
E O CACHO DE ACÁCIAS
LUZ DAS ACÁCIAS
VOCÊ É MÃE DO SOL
A SUA COISA É TODA TÃO CERTA
BELEZA ESPERTA
VOCÊ ME DEIXA A RUA DESERTA
QUANDO ATRAVESSA
E NÃO OLHA PRA TRÁS

LINDA
E SABE VIVER

VOCÊ ME FAZ FELIZ
ESTA CANÇÃO É SÓ PRA DIZER
E DIZ
VOCÊ É LINDA
MAIS QUE DEMAIS
VOCÉ É LINDA SIM
ONDA DO MAR DO AMOR
QUE BATEU EM MIM

VOCÊ É FORTE
DENTES E MÚSCULOS
PEITOS E LÁBIOS
VOCÊ É FORTE
LETRAS E MÚSICAS
TODAS AS MÚSICAS
QUE AINDA HEI DE OUVIR
NO ABAETÉ
AREIAS E ESTRELAS
NÃO SÃO MAIS BELAS
DO QUE VOCÊ
MULHER DAS ESTRELAS
MINA DE ESTRELAS
DIGA O QUE VOCÊ QUER

GOSTO DE VER
VOCÊ NO SEU RITMO
DONA DO CARNAVAL
GOSTO DE TER
SENTIR SEU ESTILO
IR NO SEU ÍNTIMO
NUNCA ME FAÇA MAL

As duas letras falam da beleza da mulher, na Nova Loira do Tchan encontramos a visão ocidental , pois a beleza dessa é mulher é descrita como se fosse uma caneca, ela não precisaria ter mente ou alma para ser bela apenas a matéria. Não temos como ter idéia de como seria essa mulher no aspecto social e psicológico. Na letra você é linda, podemos ver a visão oriental, a visão da rede, pois essa a beleza dessa mulher é descrita de uma forma que podemos ter uma idéia de como ela é no aspecto social e psicológico, Caetano fala de uma forma plena da beleza desse ser humano.
Como é a visão da Ed. Física em relação ao corpo? Na Ed Física a visão ocidental é clara e evidente, vários profissionais ou professores de Ed. Física trabalham o corpo como se só a matéria fosse sofrer alteração, esquecendo que estão lidando com seres humanos e que tudo no corpo se completa. Qualquer que seja a pratica corporal precisamos sentir o nosso corpo e passar isso para os nossos alunos. O nosso profº nos fez pensar em uma vivência onde pudéssemos sentir o corpo e vê-lo na sua totalidade, o processo do meu emagrecimento foi algo em que pude ver o meu corpo na sua totalidade se transformando, eu achava que só o aspecto biológico sofreria alteração, mas os aspectos sociais e psicológicos também mudaram isso é vivenciar o corpo em sua totalidade, perceber que tudo se completa o tempo todo, somos uma rede e não uma construção. “ Ao tentar explicar todas as suas dimensões, o homem se retalha em duas, três ou quatro partes e depois se torna incapaz de perceber a totalidade em que elas se realizam” ( Medina, Ed. Física Cuida do Corpo... e “Mente)
Pensando em pratica corporal em que se “pode” sentir o corpo em sua totalidade o meu grupo optou por vivenciar yoga, quem nunca havia praticado antes conseguiu sentir essa totalidade do corpo durante a atividade, no yoga isso fica mas claro devido a sua filosofia, porém como eu já disse antes qualquer que seja a pratica corporal a totalidade deve ser sentida.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Judô


No Judô encontramos a parte física que vem do Jui-Jitsu a parte do intelecto que é a filosofia.
Jiogoro Kano viu que as técnicas do Jui-Jitsu somadas à filosofia poderiam ter um valor educativo na preparação dos jovens, no sentindo de aprimorar o autodomínio para superar a própria limitação.
Encontramos três aspectos no Judô o condicionamento físico, o espírito de luta e a atitude moral.

Condicionamento físico: Fortalecimento muscular, coordenação, agilidade e equilíbrio. Com o treinamento a pessoa que pratica Judô, passa a se preocupar mais com a saúde e a se prevenir contra doenças e acidentes.
Espírito de luta: A pessoa que pratica Judô cria uma autoconfiança e aprende a se defender em qualquer situação em que se veja ameaçado.
Atitude moral: A pessoa que pratica Judô aprende a ter perseverança, tolerância, cooperação, coragem e cortesia.

Como futuros educadores podemos ver a importância da pratica dessa luta nas escolas, principalmente pelo seu aspecto de atitude moral, onde os alunos podem aprender a conviver em sociedade. Alunos das escolas públicas principalmente das periferias das grandes cidades enfrentam muitos problemas familiares o que gera uma grande revolta nesses alunos, encontramos alunos agressivos com os seus colegas e professores, essa agressividade é expressa verbalmente ou fisicamente. Aplicando as filosofias do Judô nessas escolas poderemos ver a diminuição dessa agressividade, pois os alunos vão aprender a ter autocontrole, o respeito ao próximo, superar suas limitações e determinação. Essa pratica vai auxiliar não só no convívio com o próximo e na agressividade, mas também no desenvolvimento motor e na atenção durante as aulas. Podemos fazer aqui uma analogia com o filme VEM DANÇAR com o Antônio Bandeiras, nesse caso a dança é utilizada para mudar a perspectiva de vida e o comportamento daqueles alunos, e omesmo pode acontecer com a pratica do Judô.